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Transdutor GE C1-6: Para Que Serve, Compatibilidade e Preço

Transdutor GE C1-6: o convexo abdominal das linhas LOGIQ e Versana. Aplicações, compatibilidade entre famílias e o que checar no usado. (31) 99974-9805.

Por Loja do Ultrassom11 de agosto de 2026 8 min

O GE C1-6 é o convexo de uso geral das linhas LOGIQ e Versana — o transdutor que fica na mão do médico durante a maior parte do dia numa clínica de imagem geral. A própria nomenclatura da GE já entrega o essencial: C de curved array (convexo) e a faixa de frequência de banda larga na casa de 1 a 6 MHz, ou seja, frequências baixas, feitas para penetrar em profundidade em abdome de adulto. É o transdutor de abdome, rim, fígado, aorta, obstetrícia de segundo e terceiro trimestre e avaliação rápida em urgência.

Este texto é sobre a parte que ninguém conta na hora de comprar: onde ele realmente rende, onde a compatibilidade quebra, o que checar num usado e quais defeitos aparecem primeiro nele.

O que a sigla diz (e o que ela não diz)

A nomenclatura GE descreve o array e a banda, não o encaixe. Isso gera muito prejuízo no mercado de usados, porque duas peças com o mesmo nome no corpo podem não servir no mesmo aparelho.

  • Diz: é convexo, de banda larga em frequência baixa, para uso profundo.
  • Não diz: qual geração de conector ele usa, qual família de console foi homologada e se o software do seu equipamento reconhece aquele part number.

Guarde essa distinção. Ela volta mais adiante, no ponto mais caro deste artigo.

Para que serve na prática

O C1-6 é o cavalo de batalha. As aplicações onde ele é a escolha certa:

  • Abdome total: fígado, vias biliares, pâncreas, baço, retroperitônio.
  • Rins e vias urinárias, incluindo bexiga e avaliação de resíduo.
  • Aorta abdominal e grandes vasos profundos, com Doppler colorido e pulsado.
  • Obstetrícia de 2º e 3º trimestre: biometria, líquido, placenta, apresentação.
  • Ginecologia por via abdominal, sobretudo quando a via transvaginal não é possível.
  • FAST / urgência: pesquisa de líquido livre, avaliação rápida em politrauma.
  • Paciente obeso, onde a frequência baixa é o que ainda garante alguma penetração.

Onde ele não é a melhor escolha

Ser bom em tudo não é ser bom em cada coisa. O C1-6 não substitui:

  • Um linear de alta frequência para tireoide, carótidas, mama, partes moles e musculoesquelético — para isso, veja transdutor linear.
  • Um endocavitário para transvaginal e transretal, onde a via muda o exame por completo — veja endocavitário.
  • Um setorial cardíaco, que precisa de janela intercostal pequena e Doppler contínuo — veja cardíaco setorial.

Se você está montando o parque de transdutores da clínica, o convexo é o primeiro da fila, não o único.

Compatibilidade: onde o dinheiro se perde

Aqui é onde mais vejo cliente errando compra na internet. A GE usa gerações distintas de conector e sufixos no part number que amarram o transdutor a famílias específicas de console.

Padrão no part number Onde costuma aparecer Cuidado
Terminação tipo -D Consoles de maior porte das linhas LOGIQ e Vivid Conector físico próprio; não entra em portátil
Terminação tipo -RS Aparelhos portáteis GE Conector menor e diferente; incompatível com console grande
Versões dedicadas de linha Séries de entrada e intermediárias (por exemplo, famílias Versana) Mesmo nome comercial, part number diferente

Três regras práticas que resolvem 90% dos casos:

  1. Compare part number, não nome comercial. "C1-6" é família. O que manda é o código completo gravado na etiqueta do conector.
  2. Confirme o modelo E a versão de software do console. Aparelho antigo com software não atualizado pode simplesmente não listar um transdutor mais novo, mesmo com o conector encaixando.
  3. Teste antes de fechar, no seu aparelho. Compatibilidade elétrica não garante presets e pacotes: recursos como elastografia ou pacotes específicos dependem de licença no console, não do transdutor.

Se quiser um roteiro completo de checagem, escrevemos um material só sobre como saber se o transdutor é compatível.

Comprando um C1-6 seminovo: o checklist honesto

Convexo é a peça mais manuseada da clínica — logo, o usado exige mais rigor, não menos. O que exigir de quem vende:

  • Teste elemento a elemento (cristal a cristal), com relatório. "Liga e dá imagem" não é teste: dropout de poucos elementos passa despercebido no olho, e aparece justo quando você precisa medir.
  • Vídeo no ar e em meio homogêneo, com ganho alto. É assim que linha preta fixa e ruído aparecem.
  • Lente sob luz oblíqua: procure esbranquiçamento, ressecamento, bolha, área descolada. Lente com bolha é caso de degradação em curso — veja o que acontece quando a lente do transdutor está descolando.
  • Saída do cabo junto à cabeça e junto ao conector: são os dois pontos de flexão que rompem condutor.
  • Pinos do conector: torto, oxidado, com resíduo. Pino amassado é sinal de encaixe forçado ou de conexão com o sistema ligado.
  • Carcaça e alívio de tração: trinca fina na junção da cabeça é porta de entrada para líquido.
  • Procedência documentada. Transdutor sem histórico é risco duplo — técnico e fiscal. É por isso que trabalhamos com Laudo Cautelar em cima do que vendemos, com estado técnico e origem no papel, além de garantia de 90 dias.

Todo o nosso estoque de transdutores passa por esse mesmo crivo antes de sair para o cliente — inclusive os que acompanham aparelhos de ultrassom usado.

Defeitos comuns no C1-6 e o que costuma ser recuperável

Sintoma na tela Causa provável Recuperável?
Linha preta fixa na mesma posição Elementos do array mortos (dropout) Em geral não — array é peça monolítica
Imagem que pisca ou some ao mexer no cabo Condutor rompido no cabo Sim, na maioria dos casos
Aparelho não reconhece o transdutor Pino do conector, flex ou EEPROM de identificação Frequentemente sim
Imagem esbranquiçada, sem acoplamento em uma área Delaminação da lente Depende da extensão; área grande = trocar
Ruído difuso, perda geral de penetração Degradação do conjunto acústico ou umidade interna Caso a caso, tende a não compensar
Falha que aparece só quando o cabo é dobrado Alívio de tração comprometido Sim

O padrão que se repete na bancada: muitas vezes o problema está no cabo ou no conector, que são recuperáveis, e não no array. O médico já chegou convencido de que "o transdutor morreu" — e sai com a peça funcionando por uma fração do valor de reposição. O contrário também ocorre, e aí o honesto é dizer que não compensa consertar.

Análise de manutenção corretiva: decida com laudo, não com chute

Antes de qualquer gasto, fazemos análise de manutenção corretiva do transdutor. Funciona assim: você envia a peça (ou recebe visita, conforme o caso), nosso time abre e testa na bancada — teste elemento a elemento, continuidade do cabo, conector, integridade da lente — e devolve um laudo do que foi encontrado, dizendo se o conserto é viável e o que ele envolve. Só depois disso entra decisão de orçamento.

Isso evita os dois erros clássicos: jogar fora transdutor recuperável e pagar reparo em transdutor que não se paga. Nosso setor de manutenção é próprio, com Responsável Técnico com CFT ativo, e trabalhamos também com peças para ultrassom quando a solução passa por reposição.

Preço: como pensar sem cair em conversa fiada

Não existe tabela pública confiável de preço de transdutor, e quem publica número fechado normalmente está falando de uma peça específica que já saiu do estoque. O que define a faixa:

  • Sufixo / geração do part number — versões de console de maior porte custam mais.
  • Novo ou seminovo testado, e o resultado do teste elemento a elemento.
  • Procedência e documentação (peça com laudo e garantia vale mais, e evita prejuízo maior).
  • Disponibilidade do modelo no momento.

Como referência de categoria: convexo de uso geral tende a ser a faixa mais acessível do portfólio GE, abaixo de setorial cardíaco, endocavitário e volumétrico 3D/4D. Para entender a lógica das faixas de mercado, veja quanto custa um transdutor de ultrassom.

Conservação: o que dobra a vida do seu convexo

O C1-6 raramente morre de velhice — morre de manuseio. O básico que funciona:

  • Retire o gel imediatamente após cada exame. Gel seco endurece e vira abrasivo na lente; o problema do resíduo de gel no transdutor é mais sério do que parece.
  • Nada de álcool na rotina. Use produto compatível com equipamento médico — trabalhamos com o INDAGERM 5G, quaternário de 5ª geração, sem álcool, para limpeza e desinfecção de nível intermediário conforme o protocolo da clínica.
  • Nunca enrole o cabo apertado no corpo do aparelho nem deixe o cabo passar por baixo de rodízio.
  • Guarde no suporte, sempre. Transdutor apoiado na maca é transdutor que vai cair.
  • Depois de qualquer queda, teste — mesmo que a imagem pareça normal. Microfissura progride.

Se o convexo é o transdutor que sustenta sua agenda, ele merece rotina de cuidado e não improviso.


Se você está buscando um C1-6 (ou não tem certeza de qual part number serve no seu aparelho), me chame no WhatsApp (31) 99974-9805 com o modelo do equipamento. E se o seu já está com falha, mande para análise de manutenção corretiva antes de comprar outro — em muitos casos o problema é cabo, e isso a gente resolve.

Perguntas frequentes

Para que serve o transdutor GE C1-6?
É o convexo de uso geral das linhas LOGIQ e Versana: abdome total, rins e vias urinárias, fígado e vias biliares, aorta, obstetrícia de segundo e terceiro trimestre, ginecologia por via abdominal e FAST em urgência. A curvatura larga entrega campo de visão amplo em profundidade, o que é exatamente o que se pede num exame abdominal de adulto. Se a clínica só puder ter um transdutor, na maioria dos casos é esse. Para estruturas superficiais como tireoide e vasos do pescoço, ele não substitui um linear.
O C1-6 encaixa em qualquer aparelho GE?
Não. O nome C1-6 descreve o tipo de array e a faixa de frequência, não a compatibilidade elétrica. A GE usa gerações diferentes de conector e sufixos no part number (por exemplo terminações como -D e -RS) que separam consoles de alto porte, aparelhos de porte médio e portáteis. Um convexo de portátil não entra fisicamente em um console de linha maior, e mesmo quando entra o software precisa reconhecer o modelo. Antes de comprar, confirme o part number exato contra o modelo e a versão de software do seu aparelho.
Qual a diferença entre C1-6 e C1-5?
Ambos são convexos de banda larga para abdominal, e a numeração na nomenclatura da GE indica a faixa de frequência aproveitada pelo array. Na prática clínica a diferença entre eles é sutil e muito menor do que a diferença entre gerações de console e de processamento de imagem. O que mais muda a imagem final não é trocar de C1-5 para C1-6, mas o estado do array, a integridade da lente e o pacote de software do equipamento. Compare sempre o transdutor testado no seu próprio aparelho, não pela sigla.
Quanto custa um transdutor GE C1-6?
A faixa é ampla e depende de sufixo do part number, procedência, se é novo ou seminovo e do resultado do teste elemento a elemento. Convexos de uso geral costumam ser a categoria mais acessível dentro do portfólio GE quando comparados a setoriais cardíacos, endocavitários e volumétricos 3D/4D. Não existe preço de tabela confiável publicado: o mercado é de disponibilidade, e o mesmo modelo varia bastante conforme o estado real. Chame no WhatsApp (31) 99974-9805 com o modelo do aparelho e o part number para receber cotação com o estoque do dia.
Como saber se um C1-6 usado está bom antes de comprar?
Exija teste elemento a elemento (cristal a cristal), não só "liga e dá imagem". Peça vídeo do transdutor no ar e sobre phantom ou tecido homogêneo, com ganho alto, para expor dropout e ruído. Inspecione lente, carcaça, saída do cabo junto à cabeça, todo o comprimento do cabo e os pinos do conector. E peça documentação do estado técnico e da procedência, como o nosso Laudo Cautelar, para não comprar transdutor de origem duvidosa.
Quais os defeitos mais comuns no C1-6?
Por ser o transdutor mais usado do dia, é também o que mais cai e o que mais recebe produto de limpeza. Os achados de bancada mais frequentes são rompimento de condutores no cabo (em geral perto da cabeça ou do conector), pinos do conector tortos ou corroídos, delaminação e trinca da lente por produto agressivo e dropout de elementos por queda. Boa parte dos casos de cabo e conector é recuperável; dano de array normalmente não é. Só o teste de bancada separa uma coisa da outra.
Álcool pode ser usado para limpar o C1-6?
Não como rotina na lente e no corpo do transdutor. O álcool resseca e ataca a lente acústica e a camada de casamento acústico, e o efeito é cumulativo: primeiro a superfície esbranquiça, depois microfissura, depois descola. Quando a lente delamina, a imagem perde acoplamento e nenhum ajuste de ganho recupera. Use produto compatível com equipamento médico, seguindo o manual do fabricante, e retire todo resíduo de gel logo após cada exame.
Vale mais a pena consertar ou trocar um C1-6 com falha?
Depende de onde está o dano e de quanto tempo de vida o transdutor ainda tem. Cabo, conector e alívio de tração são reparos com boa relação custo-benefício e devolvem o transdutor à operação com garantia. Falha extensa de elementos, lente delaminada em área grande ou entrada de líquido no conjunto acústico costumam ser caso de substituição, porque o reparo do array raramente se paga. A análise de manutenção corretiva existe justamente para você decidir com laudo na mão, e não por chute.

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